RJ CIDADES – REDAÇÃO – 27 DE JULHO DE 2026 – O incidente envolvendo o navio de apoio marítimo Skandi Amazonas, ocorrido na costa de Macaé (RJ), ganhou um novo e definitivo capítulo. A empresa de navegação norueguesa DOF declarou oficialmente a perda total construtiva da embarcação. A decisão foi tomada após laudos técnicos apontarem que os custos para a recuperação e reconstrução do navio superam o teto coberto pela apólice de seguro de casco e máquinas. Com a resolução, a companhia receberá uma indenização histórica de US$ 115 milhões (aproximadamente R$ 650 milhões na cotação atual).
Abaixo, detalhamos a cronologia do acidente, a situação atual na Praia Campista e os desdobramentos operacionais para a região:
O Acidente e a Manobra que Evitou uma TragédiaNo dia 15 de maio de 2026, o Skandi Amazonas — uma moderna embarcação do tipo AHTS (Anchor Handling Tug Supply) que prestava serviços de ancoragem submarina para a Petrobras — colidiu com um banco de rochas nas proximidades do Arquipélago de Santana. O impacto provocou um grave rompimento no casco e gerou uma inundação incontrolável na praça de máquinas
Diante do risco iminente de naufrágio ou tombamento, o comandante realizou uma manobra intencional de encalhe a cerca de 200 metros da faixa de areia da Praia Campista. A ação rápida garantiu a segurança de todos os 29 tripulantes a bordo: 12 profissionais não essenciais foram evacuados imediatamente com o apoio de barcos vindos do Porto de Imbetiba, e ninguém se feriu.
Situação Atual e o Plano de RemoçãoApesar da declaração de perda total pela seguradora, o navio não será abandonado em Macaé. O compromisso com a retirada da estrutura da praia segue mantido pela Marinha do Brasil e pela DOF.
A DOF e a empresa contratada Oceanpact iniciaram a fixação de grandes sistemas de âncoras na faixa de areia da Praia Campista. Esse maquinário é essencial para estruturar os cabos que tentarão realizar a futura reflutuação da embarcação.
Testes de bombeamento da água acumulada nos compartimentos internos apontaram uma nova avaria em uma tubulação interna. Equipes técnicas trabalham no reparo desse duto para que o cronograma de resgate avance de forma segura.
Após ser retirado da praia, o navio passará por nova avaliação para definir se será rebocado por inteiro, desmontado em partes ou destinado diretamente para a reciclagem de sucata
Monitoramento Ambiental RigorosoUma das maiores preocupações da população local é o impacto na biodiversidade marítima. Até o momento, as autoridades confirmam que não há registro de vazamento de óleo ou combustíveis no ecossistema da Praia Campista. Como medida preventiva determinada pela Capitania dos Portos e órgãos de fiscalização, barreiras de contenção flutuantes cercam todo o perímetro do navio, e embarcações de prontidão monitoram a área 24 horas por dia para conter qualquer intercorrência.
O desfecho do caso impulsionou uma grande reestruturação na estratégia global da DOF. Visando modernizar sua frota (high-grading), a empresa aproveitou o recebimento do seguro para anunciar o desinvestimento em ativos antigos e a compra de novas unidades:
Quatro navios de suprimento de plataforma (PSVs) mais antigos foram vendidos (Skandi Mongstad, Skandi Flora, Skandi Feistein e Skandi Kvitsøy), o que gerará mais US$ 50 milhões líquidos para o caixa da companhia.
A DOF fechou a compra de dois novos navios de suporte submarino de alta tecnologia (CSVs), atualmente em construção na China e equipados com robôs subaquáticos (ROVs), previstos para serem entregues entre 2027 e 2028
A investigação oficial conduzida pelas autoridades marítimas continua em fase de coleta de provas e depoimentos técnicos para formalizar a causa raiz do acidente na Bacia de Campos.
























