Medida atende à recomendação do MP e promete transformar o funcionalismo público local, promovendo justiça social e acelerando o desenvolvimento econômico do município.
Em um marco histórico para o Município, o prefeito Ramon Gidalte sancionou a lei municipal 2.611/26 de cotas raciais para concursos públicos e processos seletivos da administração municipal. A legislação, fruto de uma articulação e recomendação direta do Ministério Público (MP), reserva 30% de vagas para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas.
Do percentual total reservado, 25% serão destinados a pessoas pretas e pardas, 3% a indígenas e 2% a quilombolas.
Mais do que o cumprimento de uma diretriz jurídica, a medida é tida como um motor de transformação social e econômica.
1. Reparação Histórica e Justiça Social
O principal argumento que sustentou o pedido do Ministério Público e a aprovação por unanimidade pela Câmara de Vereadores é a necessidade de corrigir distorções históricas. Embora a população preta e parda represente uma parcela expressiva do município, essa proporcionalidade raramente se refletia nos cargos de tomada de decisão ou no funcionalismo público estável.
A lei de cotas atua como um acelerador social, garantindo que o ponto de partida na disputa por uma vaga no serviço público seja mais justo, mitigando os efeitos do racismo estrutural que, por gerações, limitou o acesso de minorias a postos de trabalho qualificados.
2. Maior Representatividade na Gestão Pública
Quando um cidadão entra em uma repartição pública — seja um posto de saúde, uma escola municipal ou a própria prefeitura — e se enxerga nos servidores que o atendem, a relação entre a sociedade e o Estado muda.
“A representatividade gera pertencimento e acolhimento. Um corpo de servidores plural é capaz de formular políticas públicas mais humanas, sensíveis e eficientes, pois conhece de perto a realidade e as dores de todas as fatias da população”, apontam defensores dos direitos humanos locais.

























