Alta do dólar e do petróleo ocasionado pelas hostilidades do Oriente-Médio atinge diretamente o preço das gôndolas nos supermercados

O mundo está atônito com o aumento na escalada do conflito no Oriente Médio. Em meio aos embates entre Israel e o Hamas, organização terrorista que controla parte da Palestina, o Irã lançou, pela primeira vez, um ataque direto contra o país judaico em resposta a um atentado sofrido por sua embaixada na Síria, ocorrido no início de abril.
O governo iraniano responsabiliza Israel pela ação, mesmo o governo de Benjamin Netanyahu não assumindo essa responsabilidade. Após a ofensiva do sábado, as autoridades israelenses informaram que 99% dos drones e mísseis lançados contra seu território foram neutralizados.

Para entender melhor a situação, consultor econômico da ASSERJ, Guilherme Mercês, explicou que conflitos dessa magnitude atingem diretamente as cadeias de produção e logística, afetando a economia de países exportadores de commodities.
“Toda perturbação geopolítica causa impacto nas cadeias logísticas e de produção gerando choque de custos em produtos específicos. Por exemplo, o petróleo, que gera combustível e que para o Brasil é essencial na cadeia logística”, afirma o especialista.
Na avaliação de Mercês, não apenas o petróleo mas alta do dólar, cotado atualmente em R$ 5,28, atinge diretamente o bolso do consumidor e por consequência as vendas nos supermercados. “Acaba afetando o custo de vida das famílias, tirando recursos que seriam usados para determinados planos e passam a suprir outros”, explica.

Devido a situação delicada no Oriente-Médio, o assunto chamou a atenção dos supermercadistas no Rio de Janeiro. Durante a confraternização do 21º aniversário da rede Unidos, o presidente da ASSERJ, Fábio Queiróz pontuou sobre a escalada do conflito entre Israel e a Palestina.
“Um ataque inesperado do Irã fez com que o dólar disparasse e atingisse quase R$ 5,30 hoje e isso gera um impacto enorme para o setor, para a cadeia de abastecimento. Vivemos um momento muito difícil, em que novas alternativas precisam ser desenvolvidas entre as empresas”, afirmou.

Entenda o caso

O episódio mais recente da guerra entre Israel e o grupo terrorista do Hamas iniciou no dia 7 de outubro de 2023, com um ataque sem precedentes ao país judaico. Desde então, a reação israelense escalou o conflito em proporções inimagináveis, resultando em mais de 30 mil mortes entre combatentes, terroristas e civis, de ambos os lados.
O conflito tem mobilizado forças internacionais pela pacificação da região, mas sem sucesso. Após o ataque iraniano a Israel no último sábado, o Conselho de Segurança da ONU condenou a escalada provocada por Teerã, e pediu através do secretário-geral, António Guterres, “o fim imediato das hostilidades”.
Segundo a Reuters, uma autoridade importante dos Estados Unidos confirmou que o país não se envolverá militarmente na questão da Palestina, mas seguirá dando apoio aos judeus. Por outro lado, de acordo com o The Wall Street Journal, mesmo com os norte-americanos se afastando do conflito, a França enviou um contingente de sua marinha para reforçar o apoio europeu à causa judaica.

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