Macaé é a primeira cidade do RJ a receber novo programa de capacitação em paradesporto

Macaé será pioneira no estado do Rio de Janeiro ao receber o Programa CAPACIDADES, iniciativa do Governo Estadual voltada à formação técnica de profissionais por meio do paradesporto. A proposta, coordenada pela Subsecretaria de Políticas Inclusivas, busca fortalecer a inclusão social a partir da prática esportiva adaptada.

O lançamento do programa ocorreu nesta terça-feira (28), durante reunião entre representantes do município e do Estado. Estiveram presentes o secretário municipal de Esportes, César Maillet, a coordenadora-geral de Políticas para Pessoas com Deficiência, Caroline Mizurine, e o superintendente estadual de Paradesporto e Projetos Inclusivos, Marcos Antonio Santos.

O encontro também reuniu especialistas e profissionais da área, como a neuropediatra Lívia Lobo, a coordenadora da Clínica do Autista, Lucia Anglada, o técnico do Centro de Surdos de Macaé (CESMA), André Conceição de Carvalho, e o paratleta João José Barcelos, ligado ao projeto Macaé Basquete sobre Rodas.

Com foco na capacitação contínua, o programa será direcionado a professores das redes pública municipal e estadual. A primeira turma está prevista para junho, em Macaé, e a expectativa é que a iniciativa seja expandida para outros municípios do estado.

Além da formação, a cidade também se prepara para sediar, em agosto, o Campeonato Brasileiro de Futebol em Cadeira de Rodas — evento inédito no município e resultado da parceria entre a Prefeitura e o Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos.

A expectativa é que as ações impulsionem o paradesporto local, ampliem o acesso e promovam maior qualificação dos profissionais. Nesta primeira etapa, serão disponibilizadas 60 vagas para o curso.

De acordo com César Maillet, o município tem avançado nas políticas voltadas às pessoas com deficiência, e iniciativas como essa reforçam o compromisso com a inclusão. Já Caroline Mizurine destaca que o maior legado será social, ao ampliar oportunidades e fortalecer a visão do esporte como um direito de todos.

Ela também reforça a importância da qualificação profissional: não basta garantir acesso aos espaços esportivos, é essencial preparar quem atua diretamente com esse público, assegurando inclusão real e autonomia.

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